Já sabia Lemmy, do Motörhead: O ás de espadas é a carta decisiva do deck. Quando o "corazón negro" aparece, você tem energia suficiente para levar a cabo suas metas. O Ace of Spades é o blog da MCD, onde você fica sabendo as notícias da vanguarda do surf, moda, música, arte e comportamento. Atitudes extremas, atualidades core guiadas sob a ótica nervosa da marca MCD. Dançando com o demônio, indo com o fluxo. O dobro ou nada; empilhe e corte.
Ainda no Rio de Janeiro, Fanta, Cassio e James visitam o Museu de Arte Moderna, deixam sua marca no morro do Vidigal, surfam na Reserva e, ufa , curtem a festa de encerramento.
Durante a DeTour, além dos tweets, textos, vídeos e histórias, também compartilhamos algumas cenas right on time, através dos cliques de Fanta no seu instagram. DeTour com e sem efeitos, com ou sem defeitos e com muitos desvios trilhados. Enjoy.
Depois de alguns dias sem ondas, o mar voltou a reagir pra nossa alegria! Aproveitamos ao máximo pra matar a vontade de fazer o que mais gostamos: surfar. Achamos boas ondas na Reserva, entre a Barra e o canto do Recreio, onde ficam localizadas algumas lajes com ótima formação. Era o que estava faltando para renovar as baterias.
Depois de bastante sol e altas ondas, fomos nos preparar pra noite, que prometia muita diversão! Pra começar, fomos ao show da Nação Zumbi, na Fundição Progresso, e foi incrível. Os caras têm muita sintonia, harmonia, criatividade, sonoridade. Banda criada por Chico Science, um dos maiores artistas do nosso país. Acredito que Chico foi a maior perda da música brasileira até hoje. Não conheço nenhum artista tão criativo e único quanto ele em nosso país. Pena que nos deixou prematuramente, mas ficamos com o seu Maracatu Atômico.
Quantas bandas que perdem seus vocalistas e nunca mais conseguem ser as mesmas e nem evoluir? Não foi o que aconteceu com a Nação Zumbi. Jorge Du Peixe, um dos criadores da Nação, assumiu os vocais com muita destreza e categoria, não deixando a poeira baixar e representado muito bem o caminho traçado pelo grande Chico! Não posso esquecer de Lucio Maia, um show à parte, nosso Jimi Hendrix brasileiro.
Logo depois do show, fomos pra favela do Vidigal, onde estava rolando uma festa de hip hop chamada luv, a primeira depois da pacificação dos morros no Rio de Janeiro.
O lugar era bem louco: uma oficina de carros toda grafitada, com muita gente da comunidade do Vidigal e de outras localidades do Rio, mostrando que a música serve pra unir as pessoas.
Sábado, fomos ao bar 399, onde rolou a festa final da DeTour carioca, mas isto é assunto para outro post. Como falam nossos amigos cariocas: “partiu!”.
Dia chuvoso e mar sem ondas nos levaram aos programas culturais de nosso desvio. Visitamos o MAM (Museu de Arte Moderna) e fomos até Santa Teresa pra encontrar o Metrom. O artista carioca nos mostrou seu templo de criação, que ainda agrega um monte de pessoas talentosas, formando o MIMO. Esse coletivo criativo, que tem o Morro dos Prazeres como cenário, nos recebeu de portas e corações abertos. Mostraram simplicidade, contaram parte de suas caminhadas e ainda nos falaram sobre seus planos e missões que estão por vir.
O trânsito foi a marca registrada de nossa volta pra casa, sagrado. Para fechar o dia com mais emoção, recebemos uma notícia ainda a caminho do berço que nos surpreendeu, adiando ainda mais nosso descanso. O fato foi que a namorada do Cássio, ao ir até a varanda bater fotos, ficou trancada quando alguns quadros que estavam encostados na sala caíram, impedindo a janela de abrir. Pra ajudar, a porta do apartamento estava trancada. O que nos sobrou foi chamar o chaveiro. Depois de algumas horas, o final foi feliz, como (quase) sempre, e todos se encontraram novamente no vão central do apartamento. Belo término de desvio.
Dando continuidade aos posts dos meus parceiros da DeTour, hoje ficamos alerta cedo. Fomos atrás das ondas que achávamos que estariam à nossa espera, mas acabou que o mar não estava como pensamos. Conferimos várias praias: Barra, Macumba, Prainha, Grumari, mas o mar estava bem pequeno.
O dia estava demais, 35 graus, calor pegando. Típico Rio de Janeiro que todos esperam encontrar. Aproveitamos pra fazer outros programas: fomos atrás de uma fábrica de chocolate Bering que está desativada e, hoje, serve como ateliê e galeria para vários artistas da nova geração carioca.
Por acaso, acabamos encontrando um outro lugar ao lado da fábrica, o Mundo Teatral, que tem mais de cem anos e é bem assustador, diga-se de passagem. Lá, há vários tipos de cenários para TV, teatro e filmes.
Fechamos o dia com uma visita ao meeting da MCD, que estava rolando aqui no Rio, e aproveitamos pra convidar a galera das lojas pra festa final da DeTour etapa RIO DE JANEIRO.