Posts em ‘Ninguém pode saber’

nov 07

GUAMPINHA MUÇULMANA

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Por Leandro Vignoli

Heavy Metal in Baghdad trata exatamente sobre o que nome deixa a entender: é um documentário sobre uma banda de metal do Iraque, formada por quatro carinhas apaixonados por Slayer, Metallica e por aí vai. Talvez nosso pensamento ocidental não dimensione, mas num país religioso, assolado constantemente por guerras (mesmo sem qualquer motivo, né mesmo, W. Bush?), ter o cabelo comprido e usar uma camisa preta de banda norte-americana pode custar a garganta numa espada. Fazer heavy metal no Iraque era algo que ninguém podia saber, MESMO.

Pra se ter ideia, a primeira vez em que os caras puderam ver uma banda ao vivo foi apenas em 2008, num show do Testament, que rolou na Turquia. O filme foi rodado entre 2003 e 2006, período mais ou menos de “liberdade”, logo após a prisão e posterior morte de Saddam Hussein. Depois da divulgação, logicamente, a banda passou a sofrer ameaças de morte dos regimes extremistas islâmicos por “estarem reverenciando satã”. Hoje em dia, o Acrassicauda vive em forma de exílio em New Jersey. Abaixo, segue o trailer do filme e um clipe da banda.

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set 26

Centopéia humana

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Não bastava o cara ser freak, ele precisava provar que era. Bizarrice de alto grau, saiu o teaser promocional de “Centopéia Humana 2”. No vídeo, uma autopromoção ter sido banido no Reino Unido, cortado nos EUA, o filme australiano mostra apenas a reação de algumas pessoas ao assistirem a coisa toda. Estreia até o fim do ano.

A primeira parte de “Centopeia Humana”, que é pra ser terror, é dessas escatologias sem-vergonha transformadas em roteiro. Pra resumir, bem resumido, um cientista doidêra cria a tal centopeia unindo boca-ânus-boca. Não é assustador, só nojento.

Desculpe aí estragar o teu pão com geleia de logo mais.

Publicado por: Leandro Vignoli

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ago 30

ODIADORES VÃO ODIAR

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A U.D.R voltou, e a primeira singela mensagem foi essa:

Atenção fãs e amigos.
Vocês tem AIDS.

Dupla de Belo Horizonte, eles são o protótipo de música rudimentar: dois carinhas cantando uma base eletrônica. Poderia ser chamado FUNK, não fosse ainda mais tosco, mas a real tosqueira vem das letras de músicas como “Bonde da Orgia de Travecos”, “Dança do Bukkake” e “Gigolô Autoditada”. A nova música, essa abaixo, é “Odiadores Vão Odiar”, uma referência aos hipsters, principalmente de São Paulo.

U.D.R. – Odiadores Vão Odiar by udrnoseucu

Só há duas alternativas: achar genial ou a coisa mais imbecil do mundo. Escolha a sua.

Publicado por: Leandro Vignoli

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ago 01

HARD FUCKIN’ CORE

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O nome da banda é Fucked Up.
Certa vez, a MTV teve a idéia de convidá-los para tocar num programa. O que se viu foi mosh, caos, destruição do set e o demente vocalista Damian Abraham mutilando a testa em frente às câmeras (ali pelos 2:30 do vídeo abaixo).

Então, a MTV teve a infeliz idéia de chamar a banda pra outro especial, um ano depois. Dentro de um BANHEIRO, prontamente destruído por todo mundo.

Ainda não convencido, você pode espiar o documentário do inacreditável show de 12 HORAS em Nova Iorque, ou algumas fotos do Roskilde Festival, em 2009.

A banda acaba de lançar o terceiro disco. Patada nos bagos, amigos.

Postado por: Leandro Vignoli

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jul 05

INFÂMIA MUITO ALÉM DO CQC

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Há algumas semanas morreu Seth Putnam, um dos sujeitos mais infames do metal extremo, líder por mais de vinte anos do Anal Cunt, que já pelo nome você entende o porquê da controvérsia.

Originalmente, a banda produzia a chamada “antimúsica”, sem ritmo, batidas, riffs, letras ou mesmo nome para as músicas. Com o tempo, álbuns foram recebendo nomes agressivos, como Everyone Should Be Killed e I Like it When You Die, um álbum com nada menos que 58 músicas (em 58 minutos).

Nos títulos, agressões gratuitas e humor negro: “Connor Clapton Committed Suicide Because His Father Sucks” (uma referência ao filho do Eric Clapton, caso não tenha sacado);
The Only Reason Men Talk to You is Because They Want to Get Laid, You Stupid Fucking Cunt” (auto-explicativa);
Body by Aschwitz” (essa o Danilo Gentilli concordaria);
I Sent a Thank You Card to the Guy Who Raped You” (o Rafinha Bastos também).

Melhor foi o comunicado oficial, da publicista:

“Quero lembrar à todos que não importa quanto ultrajante e controversa tenha sido a carreira dele, Seth era ainda um ser humano. Eu espero que a Internet se lembre disso. Isto é muito triste e algo que a família não precisa é ler mensagens de ódio contra ele. O homem viveu e morreu sobre suas próprias regras, pelo menos o respeitem por isso.”

Enfim, desculpe aí se você preferia não saber que um cara desses um dia existiu.

Publicado por: Leandro Vignoli.

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