Por Fernando Fanta
Em uma de minhas “vasculhâncias” pelo labirinto de arquivos dentro do HD do meu computador, trombei em sequência com algumas imagens que chamaram minha atenção. Pareciam perfeitas para representarem uma ideia que, há tempos, circundava na minha cabeça. Talvez para a maioria das pessoas, a água e o fogo não são lembrados com os significados que tiveram para mim e que eu tentei passar. O fogo protege, aquece, cozinha alimentos e também já foi sinônimo de domínio e poder. O nosso planeta é 70% tomado por água, e ela também compõe 70% do nosso próprio corpo. Mas esses elementos representam para cada um de nós muito mais do que as principais finalidades que eles exercem na natureza.
O foda é que a maioria das pessoas nasce e acostuma-se com conceitos criados há muito tempo, que acabam determinando como cada coisa deve ser e dividem nossas vidas em padrões: ser ou não ser, bem e mal, céu e inferno, certo e errado, e assim vai indo. Por isso, as imagens escolhidas tiveram a intenção de representar justamente esses opostos implantados nas nossas mentes, que condicionam nossas visões e influenciam nossas escolhas e maneiras de pensar e agir.
Mesmo com as dificuldades e limitações de vivermos manipulados para favorecer os interesses perversos de uma minoria, ainda existe um pouco de liberdade para escolhermos em qual direção devemos seguir. Eu acredito que só existe uma estrada, mas nela existem muitos desvios. Além disso, acho que ainda temos opções para escolher entre anjos ou demônios, paraísos ou labaredas, e que precisamos pensar mais sobre isso.
As estradas nos levam a vários destinos, e a todo momento precisamos escolher seguir um caminho e abandonar outros. O lance é ir em frente, seguir a viagem baseado nas escolhas que nos trazem harmonia e que nos fazem bem, com a clara missão de contaminar o maior espaço possível. O destino nada mais é do que as consequências das nossas decisões, afinal de contas, é o conjunto das nossas escolhas que determina as nossas vidas.
