Posts em ‘Drops MCD Lab’

jan 09

MCD LAB#3: Fake Sunset encerra em San Francisco

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Por Ana Ferraz

Como já contamos aqui, o projeto MCD LAB#3: Fake Sunset encerra em San Francisco. Todas as pessoas legais da cidade estão comentando sobre a expo, e, daqui a gente entende melhor como o projeto faz sentido, e como a Califórnia e as suas subculturas são uma influencia grande na arte de gente que curtimos.

Abaixo algumas imagens de coisas legais que encontramos por aqui até agora, e fiquem ligados que vamos postar os preparativos e fotos da expo, que abriu sexta-feira, 6 de janeiro.


Loja e galeria Needle and Pens, especializada em zines, arte independente e muitas outras coisas legais.


Quase todo mundo aqui usa o transporte publico, bikes e skates para se locomover.


Fachada de uma loja de artigos de piratas (que na verdade é a sede da editora McSweeney’s), pintada por Chris Ware.


Placa de rua pintada a mão


Skyline da cidade.

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dez 15

MCD LAB#3: Fake Sunset na Califórnia

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Depois de passar por solo brasileiro, O MCD LAB#3 chega à Califórnia, no cenário original do fake sunset: por do sol degradê e muitas palmeiras.

A partir do dia 6 de janeiro, a exposição hospedará obras dos artistas norte-americanos do projeto, Jeremy Fish, Aiyana Udesen e Matt Furie, além das gravuras exclusivas de outros 10 artistas convidados. O artista Lucas Torres venceu a promoção que fizemos para os artistas brasileiros e estará presente na vernissage. Merecido, né? Depois de mais de 7 mil votos e uma disputa acirrada na nossa página do Facebook, ele leva sua arte para terras californianas.

Os curadores do projeto são os caras do fecalface.com. A galeria fica em San Francisco e, como os próprios donos do Fecalface disseram, a arte exposta na galeria tem tudo a ver com o ar que a Califórnia respira: skate, praia, descontração. Os próprios artistas que expõem lá são pessoas que não pretendiam ser artistas, apenas aconteceu.

Vamos acompanhar a exposição e mostrar tudo para você por aqui . Fique ligado!

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dez 02

20 anos de Ícones Atordoados e Confusos

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Por Roberta Cajado

Em 1991, a Dazed & Confused (podemos traduzir o termo como Atordoados & Confusos), juntamente com outras revistas, começou a imprimir a nova realidade da moda e do mundo. Nesta realidade, o padrão estético começa a ser questionado e muda do branco para o preto, invadindo as passarelas e editoriais com as famosas modelos esqueléticas que carregavam em si traços assimétricos e estranhos. Era o começo da celebração do imperfeito, da contra-cultura, do unfashion e das mais diversas e incríveis bizarrices.

Para a celebração dos 20 anos da revista, na edição especial de dezembro, o co-fundador Rankin fotografou uma série de 20 capas, retratando 20 ícones que fizeram parte da história da Dazed. Além de fotos incríveis, cada um desses ícones escolheram novos e possíveis futuros ícones para posarem ao seu lado. Dentro do time, tem a musa Chloë Sevigny, posando ao lado da sua escolhida, Lizzi Bougatsos, artista e vocalista da banda Gang Gang Dance, entre outros como Damien Hirst, Juliette Lewis, PJ Harvey, Bjork e Kate Moss.

Veja tudo aqui: http://www.dazeddigital.com/fashion/article/12032/1/20-20-covers-project

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nov 25

Na carne

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Por Roberta Cajado

Victoria Reynolds é uma artista norte-americana que usa a pintura como seu principal suporte e tem o realismo como um de seus principais caminhos estéticos. Ela pinta a carne em sua forma mais visceral e já chegou a denominar seu trabalho como ‘carnal decor’, uma espécie de alusão ao movimento da arte decorativa do século XX.

Além das pinturas, muitas vezes repugnantes, a artista preocupa-se com suas molduras, que em sua maioria carregam referências do Barroco e do Rococó, deixando implícita uma certa ironia e protesto a respeito da nossa visão cega dos tempos atuais.

Grande parte do discurso da artista nos faz pensar um pouco na questão de vivermos em meio a guerras e chacinas com os olhos cerrados, querendo enxergar só o que é belo pra aliviar a alma.

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nov 04

Artistas de Winnipeg: mais locais, menos globais

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Por Roberta Cajado

Em tempos de globalização e massificação das identidades, é difícil achar algo que realmente seja autêntico, no sentido de conceito, referências e valores. A arte contemporânea cresce a cada passo que damos, inclusive no espaço urbano, e diversas vezes, quando vemos uma obra, nos confundimos com sua autoria. Algum detalhe estético acaba sempre lembrando outro detalhe que, por sua vez, veio de outra autoria, que se parece com outro possível artista.

Isso acontece, é lógico, por conta da informação global, que é a mesma para quase todos, mas também pela falta de raízes, memória e identidade que cada indivíduo constitui ao longo da vida artística. É sempre mais fácil produzir em cima de uma informação pronta, mas ainda existem aqueles que se empenham em contar sua história, desvendar seus próprios mistérios e mergulhar em sua cultura local.

Fundada em 1873, Winnipeg significa, na linguagem indígena Cree, “águas barrentas”, e é uma cidades que abriga artistas que inspiram-se no localismo e não deixam para trás sua história. É a capital de uma província chamada Manitoba, situada no meio das savanas canadenses entre Vancouver e Toronto. A cidade, de 700 mil habitantes, ainda conta com a maior população aborígene do Canadá e é um grande centro de transporte de mercadorias de agricultura.

Em setembro, a Maison Rouge, em Paris, dedicou uma exposição que foi palco das mais diversas mídias e expressões artísticas da pequena grande cidade, repleta de pinturas, esculturas e outros suportes carregados com a influência local deste lugar, que parece ainda permanecer avesso e não influenciado pelas tendências globalizadas de uma “modinha” passageira.

Todas as imagens divulgadas aqui pertencem ao blog da exposição. Portanto, se quiser se aprofundar no assunto, vale a pena gastar uns minutinhos por lá.

Aqui, cito alguns dos meus preferidos:

Adrian Williams

Marcel Dzama

Neil Farber

Sarah Anne Johnson

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